domingo, 18 de outubro de 2009

O primeiro monólogo a gente nunca esquece...


Estive em POA neste final de semana, mesmo não encontrado ou conhecido todo mundo que gostaria, devido à falta de tempo, consegui aproveitar ao máximo o tempo na capital gaúcha.
Após horas de apresentações dos trabalhos da APPOA (Associação Psicanalítica de Porto Alegre) sobre as estruturas clínicas freudianas, que deixaram os questionamentos teóricos/práticos em estado de efervescência, com tamanhas pérolas dos estudos psicanalíticos e com a adrenalina de conhecer pessoalmente Contardo Calligaris, fomos decantar os pensamentos numa peça no famoso (e lindo) Theatro São Pedro.
Shirley Valentine é um monólogo com a atriz Betty Faria, que interpreta uma dona de casa, que literalmente conversa com as paredes. Após criar seus filhos, deixá-los partir, ser mulher e esposa, de um marido (Jorge) que conversa com a geladeira (pois ela o dá de comer) Shirley começa a questionar a sua vida, sobre tudo o que fez e sobre o que estava prestes a fazer. Aproveitar o presente que uma amiga havia lhe dado, uma passagem aérea de ida e volta para a Grécia. Lá ela conhece Nicos, vulgo, Cristovam Colombo, o descobridor da terra do clitóris (dela).
Tínhamos tudo para julgá-la, mas não! Shirley, conta, de forma leve, os bons motivos para se fazer mulher.
Perseguidora de seu sonho, reviver o tempo de solteira, de mulher, de desejada e desejante, Shirley encontra na Grécia, e não em Nicos, o prazer da auto- estima, da jovialidade e a vida (e estar viva).
Na beira do mar, tomando vinho (que para ela é o beijo do sol), aprendendo a gostar de azeitonas e de como realizar sonhos Shirley Valentine mostra que o problema não estava no marido, mas, nela, da forma mais sincera do clichê romântico.
No final, ela percebe que após ter pulado no mar sem fundo (onde a transa com Cristovam Colombo começou) ela descobre que não estava na hora de voltar para casa, mas sim de chamar Jorge para ele também pular no mar, mas desta vez com uma mulher que estava bebendo vinho na beira do mar, ela mesma!

3 comentários:

raquel disse...

só pra constar... a mudança começa em vc...
rsrrsrs

qualquer menina disse...

esteve aqui e não avisou!!!
mimimi.

Barbara disse...

pq nao é uma revolução... é uma EVOLUÇÃO!!!!!!!! e quem não ficou em estado de efervescencia dps desse fds??? ainda bem q as tequilas existem p nos ajudar a decantar tdo e todos hahahahaha
beijao